hand luggage

December 26, 2007

I’m sorry.
Again.
It’s not you… it’s me. Do you understand?

And cuz I’m selfish, childish, immature. Cuz I can’t stand your dog’s eyes.
See you on 19th.

forget the flowers

December 17, 2007

Comovi-me com teu esforço. Juro. Reconheci teu sorriso lutando para se escancarar pelo rosto, teus olhos buscando perguntas, tua atenção exasperada. Perdoei-te apenas pelas mãos que se afrontavam sem conhecer refúgio. Quis envolver-te num abraço e te pedir silêncio. Odiava a compaixão que me assaltava vez em quando e me fazia mole, lacrimosa. Tola. Acreditaria mais uma vez. Engoliria todo o meu orgulho, porque era tola.

Eu te vi buscando o relógio, procurando as horas. Ou estaria eu paranóica? Pois podia jurar que aqueles passos eram de impaciência e aquelas palavras eram decoro. E eu não suportava pensar na brancura de minha compaixão, era como minha morte, minha cruz. Libertei-te. Se queres correr, corres. Ficarei porque nasci árvore, tronco e raízes. Ficarei porque sou tola.

fear of sleep

December 11, 2007

O ouvido zumbe, a vista turva. As palavras bailam, rodopiam, escondem-se num redemoinho. Afasto o que está distante em minha miopia juvenil. Afasto. Tenho medo de não enxergar mais. Então, esqueço-te. Até que te encontro numa linha rabiscada no meio dos meus discos, num riso debochado em minhas fotos, no absurdo de um pensamento. Não recebi tuas cartas, não escutei tua dança. Não entendo tua surdez.

Esperei-te às 7. Eram 10 e meu café esfriara. Imaginei-te chegando em casa disfarçando o cigarro, murmurando um silêncio, dormindo sem trocar as roupas do dia todo. Lembrei que esqueci de teu presente. Que acontecera com tua rouquidão transvestida de escândalos, com tua timidez altiva, com sua inquietude? Porque calaram-te? Porque cavaram-te em um terreno de flores murchas e tristes, tão contrastantes com teu amarelo radiante?

Não te enxergo mais.