nós

October 18, 2008

Temos 161 amigos em comum. E nada pra dizer um ao outro.

Somos ilha e só.

renouncement

July 31, 2008

Reconheço e renuncio. Ficamos incompatíveis. Olho, vejo e não enxergo os elos e mesmo os nós que aqui havia. Cheiro seus olhos, limpo sua poesia, guardo seus gestos. Sinto falta de te respirar. Retraio o impulso de te escrever, dedicar sonhos, sussurrar música. Machuca a ausência daqueles dias. Quando completávamos frases, acolhidos em nosso silêncio, em nossa metade. Deixo-te porque você é oceano que cobre mundo e eu sou vento que indeciso, foge. Minto ainda. Renuncio, mas te espero. E rego sempre.

roda de clara

February 10, 2008

“Não fui eu que entrei no mar
Foi o mar que entrou em mim
Eu estava sentado na areia
Esperando ele chegar

Eu vim carregado de mágoa
Mágoa de uma desilusão
Eu vim carregado de mágoa
Ó mar, vem lavar meu coração

O barco que o vento leva,
Logo se faz clarão
Hoje é dia de festa
Dona Iê, devolveu meu coração”

Uma tentativa de samba escrito à 8 mãos e à beira-mar.

say you miss me

January 3, 2008

We’re going out for a drink tonight. We’re having fun, aren’t we? We like to send up ourselves and laugh our head off through draught-proofing aisles at supermarkets and at Turkish shops. We just love to wander around when is chilly and we can lay down on the park and on the stars.

I still miss your inappropriate laugh while we’re having a row about unimportant things. I still remember you doodling while I was banging on about my neuroses. You knew how to dry them up.

I’ll take down your address, your telephone number. I’ll draw your eyes, I’ll put my mind to remember the way you smile.

I’ll drop in on your place sometime…
Hope we’ll keep in touch… Cheers mate!

hand luggage

December 26, 2007

I’m sorry.
Again.
It’s not you… it’s me. Do you understand?

And cuz I’m selfish, childish, immature. Cuz I can’t stand your dog’s eyes.
See you on 19th.

fear of sleep

December 11, 2007

O ouvido zumbe, a vista turva. As palavras bailam, rodopiam, escondem-se num redemoinho. Afasto o que está distante em minha miopia juvenil. Afasto. Tenho medo de não enxergar mais. Então, esqueço-te. Até que te encontro numa linha rabiscada no meio dos meus discos, num riso debochado em minhas fotos, no absurdo de um pensamento. Não recebi tuas cartas, não escutei tua dança. Não entendo tua surdez.

Esperei-te às 7. Eram 10 e meu café esfriara. Imaginei-te chegando em casa disfarçando o cigarro, murmurando um silêncio, dormindo sem trocar as roupas do dia todo. Lembrei que esqueci de teu presente. Que acontecera com tua rouquidão transvestida de escândalos, com tua timidez altiva, com sua inquietude? Porque calaram-te? Porque cavaram-te em um terreno de flores murchas e tristes, tão contrastantes com teu amarelo radiante?

Não te enxergo mais.

Flesh for bones

September 21, 2007

“I’m sitting here frozen in this bed I made
Considering the weight of the bricks I laid now that I’m through
One by one sealed every crack that I could slip between to find my way back
Find my way back home to you”

Queria que voce estivesse aqui. Como nunca. Como sempre. O ultimo folego que falta, o passo que caminha incerto. Sinto falta da sua palavra final. Da sua voz cantando em meu ouvido na volta pra casa, rouca, forte, bossanova. Sinto falta do seu mau-humor, da sua risada que nao acaba. Do seu abraco que nunca falta.
Amanha eh sabado, dia de sentir sua falta.


“And I’m burning all my bridges with these matches I light
To illuminate my path to what is right
And even if it’s true what they say that you can’t go back home
once you’ve cast it away I would still have left tonight”

Domingo eh dia de caminhar com voce sob um ceu azul, sob uma chuva cinza. Eh dia de despejar meu cansaco e meu medo em seu ombro. Andar sem destino e desejar ficar ali. Pra sempre. Ter a certeza de um porto seguro, de um final feliz. De nao ser metade.
Espero mais um domingo.

“You know baby I would be with you if I could
To trade my flesh for your bones
I would, I would, I would, I would, I would…”

love

August 8, 2007

“This you can believe
I will never leave you”

Mesmo que eu não encontre um amor para casar e ter filhos, pelo menos eu encontrei amores pra dividir a vida.

Deitada na grama, sob o puro azul do ceu, so sinto saudades.
Queria que voce estivesse aqui.

letters to you

May 30, 2007

Vou guardar cada instante de sorriso. Ao lado das nossas fotos, das suas cartas, da minha saudade, guardarei cada centímetro de abraço. Vou costurar na minha memória o seu jeito de rir estrelas, de enxergar horizontes, de cheirar flores.

Vou lembrar de você quando o sol brilhar enorme, quando ouvir as nossas músicas, as suas palavras subentendidas. Vou ouvir sua voz quando eu estiver caminhando sozinha no meio da tarde e antes de dormir, quando eu estiver fazendo pedidos sob um céu escuro.

Vou lembrar de você, mesmo que você se esqueça de mim.
Me escreve…

not too late

May 4, 2007

Segunda-feira cheia de sono, “bom-dia” curto e café amargo. Sempre noto que você é uma das poucas pessoas que chegam sorrindo. Deve ser por isso que a vida também te sorri. Conversas sobre os filmes do fim-de-semana, praia, cinema, cidade e jardim. Eu sempre urbana e você essa coisa wannabe-hippie. Eu, cinza-concreto e você verde-céu-azul…

Eu vivo demais dentro do meu próprio mundo, ouço meu som no fone de ouvido solitário, cubro-me de ansiedades juvenis. Você é um porto-seguro, que canta desafinado e sem-vergonha, que ri um riso alto e contagiante. Eu escrevo pelos cotovelos e você sempre sabe o que dizer. Você brinca que eu sou estranha, eu falo sério.

A gente é muito oposto e assim, eu aprendo.
Eu chovo e você faz sol.
E espero que você continue brilhando…